Como definir o ser humano? A natureza inferior e a natureza superior estão tão inextricavelmente misturadas nele que é impossível dizer onde acaba uma e começa a outra. A Divindade habita em todos os seres, mesmo nos menos evoluídos; a diferença está na consciência de conseguir perceber essa força, real e atingível.
Muitos seres inferiores se aproveitam das pessoas que se sentem perdidas e que estão na busca por algo que as ajudem a resolver os seus conflitos. Se tornam, por conta da falta de conhecimento, ignorância, vulneráveis.

Essas energias inferiores mascaram-se de variadíssimas formas, como uma espécie de lobo em pele de cordeiro, ficam a espreita para conseguir penetrar nessas vulnerabilidades, que são como brechas, entradas nas quais permitem que a energia inferior, ruim consiga penetrar no interior do indivíduo. Muitas dessas energias negativas se endeusam, dizem que resolvem tudo, para aliciar a pessoa que está fraca. Fazem as pessoas se sentirem culpadas pelas suas vidas e as tornam dependentes delas ao prometerem curas mirabolantes, amores em pouco tempo, entre outras ofertas, ou seja, se aproveitam do desejo desesperado por uma solução.

A figura mítica do diabo representa todos os aprisionamentos, ilusões, condições que prendem a pessoa, que a limita na sua expansão. Quanto mais dependente pela carência, relações por deficiência, tanto mais difícil será conseguir perceber a consciência da força divina presente no interior.

A vulnerabilidade aprisiona a pessoa a falsos profetas, religiões dogmáticas ou a alguém que promete salvação, com isso não desenvolve habilidade para conseguir sobrepor os limites, assim as relações passam a ser como uma droga, na qual um fornece ao outro a ilusão temporária de uma solução. Presos pelas deficiências e sem expansão positiva ficam cúmplices, um pela ausência de consciência de um lado e o outro por tirar proveito da fragilidade e da ignorância do outro.

A natureza, inferior transmite solidão e gera conflito, a superior transmite união e plenitude. Para alcançar a natureza superior é preciso fazer a transição para o belo, amor, gratidão e aceitação, para só assim, poder desenvolver esperteza necessária que permite ser bom e esperto e não bom e ingênuo, portanto deixa de ficar vulnerável. Esses são atributos obrigatórios para se ter consciência, sabedoria de atuação na vida.

Não existe outra forma de evoluir sem a consciência, se não, não faria sentido a própria evolução e principalmente se para isso depende de uma escolha a ser feita para gerar um resultado diferente e que, a partir desse escolha, possa desenvolver consciência. Nem Deus pode interferir na escolha, quando essa interfere no livre-arbítrio.