A energia amarela é responsável pelo desenvolvimento da inteligência associada ao corpo mental, representado no corpo físico pelo nosso cérebro, instrumento complexo o qual permite ao ser humano perceber o fluxo dos seus movimentos proporcionado pelas ações. Tudo que existe manifesta e interage com o seu meio. A habilidade que confere o poder de perceber essa inter-relação é proveniente do corpo mental. Sua função primordial é tornar o ser capaz de perceber a sua existência pelo atributo da ação do pensamento. Portanto, “existo logo penso”, porque existimos antes de ter adquirido a capacidade de pensar. Percebe-se a existência por possuir a capacidade de saber questionar, portanto, aprende-se a duvidar. O pensar dá essa certeza apenas para o corpo mental. Mas em termos espirituais existimos na alma e no espirito e o ego associado a esse corpo é apenas outro tipo de referência, a partir da qual, e de acordo com o desenvolvimento das percepções de cada ser, passa a ser a primeira e mais primaria maneira de constatar a própria existência.
Por isso a afirmativa célebre e frase icônica que marcou a visão do movimento Iluminista dita pelo filósofo francês René Descartes “Penso, logo existo”, coloca a razão humana como única forma de existência. O que não é verdade porque revela apenas a percepção da existência vista pela visão do corpo mental cuja regência é do chacra do plexo solar, o qual possui a energia amarela como frequência vibratória.
René Descartes (1596 – 1650), considerado o fundador da filosofia moderna, chegou a conclusão desta célebre frase enquanto buscava traçar uma metodologia para definir o que seria o “verdadeiro conhecimento”.
O filósofo e matemático desejava obter o conhecimento absoluto, irrefutável e inquestionável.
Mesmo tendo frequentado as melhores universidades da Europa, Descartes achava que não tinha aprendido nada de substancial (com exceção da matemática) em seus estudos. Nesse aspecto somos iguais, porque na minha filosofia e conhecimento sobre a existência associada aos chacras, carma e processos de vidas nada encontrei parecido com a minha visão e profundidade com a devida clareza de entendimento sobre o nosso propósito e processo evolutivo.
Todas as teorias científicas acabavam por ser refutáveis e substituídas por outras, não havia nenhuma certeza verdadeira além da dúvida. Descartes, então, passou a duvidar de tudo, inclusive da sua própria existência e do mundo que o rodeava.
Eu considero a dúvida como o resultado do questionamento que não encontra entendimento, por isso se torna altamente prejudicial ao corpo mental e o seu entendimento, gera confusão, insegurança pela ausência do conhecimento e faz a pessoa ficar perdida.
No entanto, Descartes encontrou algo que não poderia duvidar: da dúvida. De acordo com o pensamento do filósofo, ao duvidar de algo já estaria pensando e, por estar duvidando, logo pensando, estaria existindo. Descartes entendeu que ao duvidar, estava pensando, e por estar pensando, ele existia. Desta forma, a sua existência foi a primeira verdade irrefutável que ele encontrou.
Nessa sua acepção Descarte afirma estar ciente da sua existência pela dúvida, mas dúvida não pertence a certeza porque não define, portanto é ilógico. Mas a capacidade de questionar e de duvidar é uma capacidade humana que parte de uma escolha referente ao querer entender o significado de algo e como funciona, sue proposto e significado. Sendo assim, essa certeza proveniente da incerteza é no mínimo confusa. O questionamento desprovido de conhecimento é que gera a dúvida, ou seja, falta conhecimento. Questionar é uma regra capital e para investigar nasce o ensaio filosófico. Mas quando temos uma visão transcendente, essa se torna apenas a percepção do ego que analisa a partir da dúvida e do questionamento para aprender sobre a origem de algo. Enquanto que a consciência funciona pela certeza e não existe dúvida por possuir a compreensão do todo que envolve o objeto de questionamento, o qual por vezes pode não se entender, mas se compreende que se existe tem fundamento por vezes ainda não inteligível pela mente.
Por isso eu afirmo que o ser humano não descobre nada, apenas torna-se consciente, tira a coberta, consegue aceder, perceber o que antes já existia.